Eles andam aí...
Eles andam aí... de novo. É cíclico. É mais certo que as andorinhas migrarem, mais certo que as galinhas porem ovos, tão certo quanto o Sol se pôr todos os fins de dia.
Caras feitas em paleta de mau artista, adereços tão inusitados como penicos na cabeça ou fraldas em cima de calças, orelhas de burro, cartazes ao pescoço com insinuações insultuosas para os seus portadores, eles andam por aí... berrando cânticos sobre orgias e orgasmos, louvando a instituição que os acolhe oprimindo-os... arrastando-se em comboios de grilhetas improvisadas... humilhando-se... expondo-se... dirão alguns que integrando-se.
Eles andam aí... vigiados por abutres toldados de negro, que usufruem de uma autoridade que visivelmente não gozam durante o resto do ano... abutres negros rebaixam divertindo-se, que se divertem vingando-se, que se vingam humilhando, que humilham integrando, que integram rebaixando.
Eles andam mesmo aí... a Cidade encheu-se deles... de novo... abrindo as portas ao nível dito “superior” da mais nobre das missões humanas... a do “ensino”.
Caras feitas em paleta de mau artista, adereços tão inusitados como penicos na cabeça ou fraldas em cima de calças, orelhas de burro, cartazes ao pescoço com insinuações insultuosas para os seus portadores, eles andam por aí... berrando cânticos sobre orgias e orgasmos, louvando a instituição que os acolhe oprimindo-os... arrastando-se em comboios de grilhetas improvisadas... humilhando-se... expondo-se... dirão alguns que integrando-se.
Eles andam aí... vigiados por abutres toldados de negro, que usufruem de uma autoridade que visivelmente não gozam durante o resto do ano... abutres negros rebaixam divertindo-se, que se divertem vingando-se, que se vingam humilhando, que humilham integrando, que integram rebaixando.
Eles andam mesmo aí... a Cidade encheu-se deles... de novo... abrindo as portas ao nível dito “superior” da mais nobre das missões humanas... a do “ensino”.
Eles passeiam por todo o lado, estampados com o carimbo de quem atingiu a felicidade de entrar para a cada vez menos restrita fábrica de dêérres... estampada a felicidade de uma forma paradoxalmente triste... eles passeiam por aí... sem saberem se devem dar urras por viverem momentos memoráveis ou se devem desejar que estes momentos acabem depressa...
... para que também eles possam espezinhar os dejectos andantes que ousem ser caloiros nas suas escolas.
